sexta-feira, 24 de abril de 2009

Rabiscos ao calhas #7

Conforme prometido no post anterior, aqui fica mais um rabisco ao calhas.

Há uns anos atrás, comecei a escrever o argumento para uma BD policial. Cheguei ao terceiro capítulo e o primeiro até foi ilustrado (não por mim), mas acabei por deixar cair o projecto (como muitos outros) e nunca mais lhe toquei.
No entanto, de vez em quando, a minha alembradura tropeça e cai "lá práqueles lados".
Este rabisco foi feito há poucas semanas e é de uma das cenas da BD.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rabiscos ao calhas (mas pouco) #6

Ena! O tipo afinal ainda mexe!


Sim, é verdade, já não passo por aqui há demasiado tempo. Mas, em vez de me desfazer em justificações, vou é andar prá frente e fingir que não se passou nada. Façam de conta que tenho escrito tudo e mais alguma coisa, ok?


Como tinha dito há alguns post atrás, os meus "Rabiscos ao calhas" têm dado frutos. Depois da folha de sala do Palavras de Caramelo, os meus gatafunhos foram parar à capa do programa para graúdos da Fábrica das Artes do CCB.


Aqui está ela:






A ideia é da minha Inês (a concretização, minha) e foi criada para ilustrar as oficinas para graúdos que a Inês vai fazer no CCB no final de Maio, com o título "Tralha".
Mas isto não fica por aqui. Além desta ilustração, a programação tem ainda uma foto tirada por mim para as oficinas das Artes nas Férias do Verão (também baseadas na ideia da "Tralha" da Inês). Aqui vai:
A foto foi tirada no sótão de casa da minha mãe, uma verdadeira campeã da tralha. Aliás, acho que é uma característica comum a toda a família... eu inclusive.
Se virem a programação central do CCB, também vão lá encontrar a ilustração e a foto (nas páginas 63 e 83, respectivamente).
E pronto, por hoje é tudo. Nos próximos dias, vou "postar" (palavra nova) uma série de "Rabiscos ao calhas" que tenho feito no caderno.
Até amanhã.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Olivia ou azeitona?

A laranjeira dá laranjas.
A pereira dá peras.
A macieira dá maçãs.
O limoeiro dá limões, claro está.

A oliveira dá... azeitonas?!

Não deveriam ser olivias?

Alguém sabe explicar isto?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nitin no Coliseu

Aqui ficam algumas fotos do concerto de Nitin Sawhney tiradas com o telemóvel.

Como podem ver, o concerto foi no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Adoro esta sala!

Já agora, o espectáculo foi muito bom, apesar da ausência do vocalista masculino que, segundo
disse o Nitin Sawhney durante a actuação, foi deportado.

E foi pena ter durado tão pouco tempo: cerca de 1h30... Se calhar não é assim tão pouco, mas visto que o último concerto que vi foi o de Dave Matthews Band no ano passado (que durou mais de 3 horas!), este soube a pouco.

Ainda assim, amei.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Conversas perdidas

No eléctrico 15, entre o Cais do Sodré e Belém, um velhote à conversa com o guarda-freios:

"Até parece que o Buraco à Banda é o Cristo ressuscitado!"

Referia-se, naturalmente, ao Barak Obama.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Rabiscos ao calhas (mas pouco) #5

Num desenvolvimento inesperado de eventos, os meus rabiscos ao calhas começaram a dar frutos.

Depois de muitos gatafunhos sem destino feitos no papel de mesas de restaurante, para apenas serem publicados aqui no blog ou guardados numa gaveta, apareceu um com objectivo prédestinado.

Na folha de sala (aquela folhinha que é destribuida à entrada de um espectáculo) de «Palavras de Caramelo», uma peça de marionetas que está agora (até domingo) a decorrer no CCB, aparece o seguinte jogo de diferenças:

Pois é. Depois de verem o rabisco ao calhas que publiquei aqui antes (aquele com a senhora sem pupilas, como assinalou convenientemente a prima Sapinho), deixei que me convencessem de que era também capaz de fazer "um rapaz e o seu amigo camelo".

Como ainda tenho de aprender como é que se diz «não» a pessoas simpáticas, disse que «tá bem, vou tentar».

Como é óbvio, exactamente 0,28 segundos mais tarde estava a trincar o lábio e a chamar nomes a mim próprio...

O pior é que ainda não tinha tido oportunidade (e ainda não tive) de ver a peça. Tudo o que sabia era que falava de um rapaz surdo e do seu amigo Caramelo, um camelo.

Lá me puz ao trabalho e, voilá! Logicamente, recorri a referências (sim, o que é que achavam? Que passo a vida a desenhar camelos?).

O desenho está um pouco detalhado demais, visto que as marionetas do «Palavras de Caramelo» são muito simples (e mágicas por isso mesmo). Mas estou contente.


Já agora, aqui fica o desenho a preto e branco,
como estava antes de ser adaptado à palete de cores da folha de sala pelo espectacular departamento gráfico do CCB.

Espero que gostem.

Se tudo correr bem, vou ter mais um «rabisco ao calhas (mas pouco)» muito em breve.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pantufalic, ou O Destino dos BEDOLE

Esta é uma história que me tem martelado o cérebro há já algum tempo. Não me lembro se a sonhei ou se surgiu por combustão espontânea...
Aqui vai:
Era uma vez uma espécie bípede bastante estúpida dada a ocasionais (para não dizer raros) laivos de esperteza.
No início, os membros desta espécie eram como os restantes animais do planeta que habitavam. Faziam parte do ecossistema. Nasciam, comiam, morriam, eram comidos...
Até que, um dia, um raio atingiu uma árvore e incendiou a floresta onde, alguns segundos antes, a dita árvore tentava tranquilamente apanhar as gotinhas de chuva que batiam nas suas folhas. Um membro dos Bípedes Estúpidos Dados a Ocasionais Laivos de Esperteza (daqui em diante referidos por BEDOLE) que por lá passava chamuscou os pelos do rabo enquanto fugia e, involuntariamente, levou para casa uma grande descoberta: o fogo!
Com o primeiro avanço tecnológico da história, os BEDOLE descobriram que podiam proteger-se contra o frio, afastar predadores, queimar madeira, fazer armas, arranjar uns almocinhos mais saborosos, fazer armas, cozer barro, fazer armas, fundir metais, fazer armas, etc., etc... ah, e fazer armas.
Os séculos passaram e, orgulhosamente, os BEDOLE fizeram da estupidez a sua maior e mais duradoura tradição.
Até que, um dia, um raio atingiu o papagaio de papel lançado por um BEDOLE que era dado a laivos de esperteza mais frequentes do que a maioria dos restantes bípedes estúpidos.
Meio abananado pelo safanão e ainda agarrado à linha que, alguns segundos antes, prendia o papagaio de papel, levantou-se do chão. Sacudiu o casaco, poliu as fivelas dos sapatos e, com um laivo de esperteza, percebeu que tinha feito uma grande descoberta: a electricidade!
Os BEDOLE ficaram imediatamente apaixonados por este novo avanço e pelas suas infinitas possibilidades. Mas, como bípedes estúpidos que eram, fizeram tudo ao contrário e usaram a descoberta para impulsionar a sua verdadeira paixão que, estupidamente (e, consequentemente, coerente), consistia em trocar, roubar e movimentar grandes quantidades de pequenos rectângulos de papel com imagens de BEDOLE famosos que já estavam mortos.
Aos poucos, começaram a aparecer cabos eléctricos por todo o lado. Cabos, cabinhos e cabões de alta e baixa tensão expandiram-se pelo globo.
Passadas algumas centenas de anos, os BEDOLE já tinham minado todos os recursos de um planeta que se encontrava agora totalmente envolvido em fios eléctricos. Visto do espaço, parecia um enorme novelo de lã.
Até que, um dia, o gato cósmico Pantufalatic chegou ao sistema solar. Ao passar por Mercúrio, ofuscou o sol e lançou o pânico entre os BEDOLE que não estavam à espera de ver um eclipse naquela altura do ano. Ronronou um pouco junto a Vénus antes de se engasgar numa bola de pelo e a cuspir a uma velocidade estonteante em direcção ao sistema Alfa Centauri onde, de um momento para o outro, apareceu um novo planeta.
Foi então que o Pantufalatic viu algo inesperado.
Entre Vénus e Marte, flutuava no vazio do espaço um novelo de lã feito mesmo à sua medida...
O brinquedo ideal.