sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Jardim Botânico de Lisboa, nº1

Os próximos dias da Esfera de Sonhos vão ser dedicados às fotos que tirei durante as férias, mas que não tive possibilidade de publicar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma floresta na água


Fui de férias e deixei o blog pendurado. Ainda por cima com a promessa de um conto... Não se faz!

Mas já estou de volta. Portanto, sem mais adiamentos, aqui fica "Uma floresta na água".


domingo, 19 de agosto de 2012

Uma floresta na água (prefácio)

Só por si, esta foto que tirei numa tarde à beira da piscina não me sugeriu nada para escrever. Mas quando escolhi o título começaram logo a borbulhar na minha cabeça os ingredientes para mais uma pequena história.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Entardecer em Lisboa, nº9 ("Aceso ou apagado?")

Já andava há uns dias para conseguir tirar esta foto. Não sei se é perceptível, mas as luzes deste candeeiro estão apagadas. Parecem acesas porque o candeeiro está em contraluz.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Manel e a conspiração dos peixes, 2ª parte


Como vos tinha dito ontem, estive na Biblioteca Esquecida dos Assuntos Submersos à procura de uma explicação para a conspiração dos peixes.

Na recepção falei com o Sr. Eliseu, bibliotecário extraordinário, e expliquei-lhe a minha situação.

- Boa tarde Sr. Eliseu. Como está? Os caranguejos voadores continuam a dar-lhe problemas?

- Hrm. Bah. - Resmungou o ancião, antes de desencostar o nariz do livro de registos - Que praga, meu jovem. Demorei quase dois anos para conseguir livrar-me das Cnidaria Scyphozoa Cantanti e agora tenho as prateleiras cheias destes Callinectes Sapidus Volitans que só querem saber de livros sobre "pensamento lateral".

- Realmente... Alguma coisa que eu possa fazer?

- Não, não. Hrm. Isto há de se resolver. - Respondeu com um ar sereno, antes de se levantar bruscamente, dar um valente murro na mesa e gritar com todo o poder dos seus pulmões - SEUS MARGINAIS!

Durante alguns segundos o Sr. Eliseu ficou ali, parado como uma estátua, de punho erguido aos céus e uma expressão de fúria no rosto, cujas rugas despertavam memórias de um o mar revolto numa noite de tempestade.

- Hrm. Mas diga lá, meu jovem. O que trás por cá? - A fúria desapareceu tão rapidamente quanto apareceu.

- Bom. Sabe. Acho que existe uma conspiração de peixes contra mim.

- Ah, sim? E porque é que diz isso? 

- Porque, ao contrário das outras pessoas, nunca consigo comer peixe sem cravar espinhas nas gengivas. A conclusão é irrefutável.

- Hrm. Acho que já li qualquer coisa sobre isso... Só um momento.

Num piscar de olhos, o Sr. Eliseu deslizou como uma enguia entre uma parede de estantes e o que parecia ser um enorme ídolo pertencente a uma qualquer civilização esquecida.

Enquanto esperava, distraí-me a observar o que faziam os restantes clientes da biblioteca.

Junto à proa de um colossal navio onde se lia o nome "Argo", o deus assírio-babilónico Dagon e o Adamastor riam-se a bandeiras despregadas enquanto trocavam excertos de H.P. Lovecraft e Camões. Um pouco mais perto, dentro de uma garrafa de rum poisada na terceira prateleira de uma estante feita de coral, o Neils Olgerson contava histórias da sua maravilhosa aventura a um liliputiano gordo e claramente cheio de sono.

- Aqui está, meu jovem. Hrm. - Disse o Sr. Eliseu, enquanto me entregava cinco volumes escritos numa língua estranha.

- Muito obrigado. Mas eu não ser ler esta...

- Balquinaquês.

- Isso. Não sei ler balquinaquês.

- Não se preocupe. Hrm. Aqui está um dicionário Balquinaquês-Português.

Munido de toda a informação necessária, entreguei-me à árdua tarefa de decifrar os livros que me foram entregues. Naturalmente, comecei pelos títulos, não só porque estava curioso sobre a identidade daqueles tomos ricos em conhecimento, mas também porque sou preguiçoso e só tinham uma palavra cada um.

Consultando o dicionário, decifrei rapidamente o primeiro título:

"aprende"

O segundo:

"a"

O terceiro:

"usar"

O quarto:

"os"

E finalmente o quinto:

"talheres".

FIM