Então, esta funciona assim: o meu sobrinho Rafael (o miúdo traquinas na imagem) tirou-me uma foto, virou o mostrador da máquina para mim e eu tirei uma a ele ao mesmo tempo que fotografava o meu próprio retrato.
Portanto, este é um retrato do Rafael, com um retrato de mim próprio. Logo, é também um auto-retrato, apesar de não ter sido eu a retratar o retrato inicial. Será um auto-retrato num retrato, um retrato num auto-retrato, ou um retrato de um auto-retrato?
...estou baralhado...
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Quebra correntes (ou "Otelo, o Super-Cão")
Podia ser um gato, mas não é. O pequeno animal nesta foto é um cão (chamado Otelo, em referência à peça de Shakespeare). Bom, dizer que é um mero "cão" é muito injusto, porque na verdade o Otelo é o Super-Cão!
Apesar do seu tamanho diminuto, o Otelo é capaz de quebrar as mais fortes correntes, saltar os muros mais altos e de levar a cabo as mais espantosas façanhas. Por exemplo, o último buraco que fez para esconder ossos era tão grande que chegou para acondicionar um Tiranossauro (inteiro), a roda de um autocarro (que ele tinha seguido nessa mesma manhã), a banca de jornais do Sr. Joaquim (o dono pediu-lhe para apanhar o jornal, mas esqueceu-se de dizer que estava em cima da cómoda), um frigorífico (a funcionar), um gerador (para alimentar o frigorífico), um sofá, uma dúzia de bolas de tipos variados e um patinho de borracha daqueles que apita quando o apertam.
As proezas do Otelo, o Super-Cão, são tantas e tão surpreendentes que seriam necessários vários volumes literários ou mega-produções de Hollywood para lhes fazer justiça. Mas este herói de pequena estatura prefere manter-se longe dos holofotes, não só porque gosta de privacidade, mas também porque no mundo canino um cão misterioso tem mais sucesso com as miúdas do que um cão famoso.
Apesar do seu tamanho diminuto, o Otelo é capaz de quebrar as mais fortes correntes, saltar os muros mais altos e de levar a cabo as mais espantosas façanhas. Por exemplo, o último buraco que fez para esconder ossos era tão grande que chegou para acondicionar um Tiranossauro (inteiro), a roda de um autocarro (que ele tinha seguido nessa mesma manhã), a banca de jornais do Sr. Joaquim (o dono pediu-lhe para apanhar o jornal, mas esqueceu-se de dizer que estava em cima da cómoda), um frigorífico (a funcionar), um gerador (para alimentar o frigorífico), um sofá, uma dúzia de bolas de tipos variados e um patinho de borracha daqueles que apita quando o apertam.
As proezas do Otelo, o Super-Cão, são tantas e tão surpreendentes que seriam necessários vários volumes literários ou mega-produções de Hollywood para lhes fazer justiça. Mas este herói de pequena estatura prefere manter-se longe dos holofotes, não só porque gosta de privacidade, mas também porque no mundo canino um cão misterioso tem mais sucesso com as miúdas do que um cão famoso.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Ponto de fuga (no metro)
Gostava de um dia poder andar a pé pela linha do metro e explorar a escuridão dos túneis que passam por baixo de Lisboa.
Questiono-me muitas vezes sobre onde irão dar as portas e reentrâncias que vemos passar por nós a cento e duzentos à hora quando espreitamos pela janela da carruagem. Muitos estarão prontos para dizer que o mais certo é serem portas de arrecadações ou de acesso a compartimentos técnicos, cheios de botões e luzinhas a piscar que servem para uma ou outra função qualquer.
Eu cá acho que são entradas para túneis secretos que em tempos serviram para transportar materiais ilícitos, como livros proibidos, artefactos mágicos ou esferas de sonhos esquecidos. Ou então são portais para outras dimensões por onde podemos atravessar para a Terra do Nunca, o País das Maravilhas ou as cidades perdidas dos contos de Lovecraft...
Questiono-me muitas vezes sobre onde irão dar as portas e reentrâncias que vemos passar por nós a cento e duzentos à hora quando espreitamos pela janela da carruagem. Muitos estarão prontos para dizer que o mais certo é serem portas de arrecadações ou de acesso a compartimentos técnicos, cheios de botões e luzinhas a piscar que servem para uma ou outra função qualquer.
Eu cá acho que são entradas para túneis secretos que em tempos serviram para transportar materiais ilícitos, como livros proibidos, artefactos mágicos ou esferas de sonhos esquecidos. Ou então são portais para outras dimensões por onde podemos atravessar para a Terra do Nunca, o País das Maravilhas ou as cidades perdidas dos contos de Lovecraft...
terça-feira, 5 de junho de 2012
Plano inclinado
Por vezes, quando vou a subir ou a descer uma rampa, ponho-me a pensar que seria interessante se pudéssemos ficar perpendiculares às superfícies que pisamos, em vez de ficarmos presos ao prumo invisível que nos liga ao centro da terra.
Poderíamos, por exemplo, andar nas paredes e no tecto. Poderíamos escalar a face de uma montanha enquanto comíamos um pastel de nata ou simplesmente andar por ela sem tirar as mãos dos bolsos.
Iríamos certamente descobrir novas perspectivas e novas maneiras de olhar o mundo.
Esta foto é sugestiva do que quero dizer. Foi tirada ontem à tarde na Doca de Santo Amaro, em Lisboa.
Poderíamos, por exemplo, andar nas paredes e no tecto. Poderíamos escalar a face de uma montanha enquanto comíamos um pastel de nata ou simplesmente andar por ela sem tirar as mãos dos bolsos.
Iríamos certamente descobrir novas perspectivas e novas maneiras de olhar o mundo.
Esta foto é sugestiva do que quero dizer. Foi tirada ontem à tarde na Doca de Santo Amaro, em Lisboa.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Fotos da minha janela, nº33 / Entardecer em Lisboa, nº6
Esta foto é muito semelhante à primeira "Foto da minha janela" que publiquei aqui no blogue.
Mas gosto mais desta por duas razões. Primeiro porque gosto mais desta luz e segundo por causa das janelas do lado direito que prolongam o horizonte no seu reflexo.
Fiquei na dúvida se a deveria publicar como parte da série "Fotos da minha janela" ou série "Entardecer em Lisboa". Como não me consegui decidir, acabai por usar os dois títulos e pronto. Podemos chamar a isto um crossover.
Mas gosto mais desta por duas razões. Primeiro porque gosto mais desta luz e segundo por causa das janelas do lado direito que prolongam o horizonte no seu reflexo.
Fiquei na dúvida se a deveria publicar como parte da série "Fotos da minha janela" ou série "Entardecer em Lisboa". Como não me consegui decidir, acabai por usar os dois títulos e pronto. Podemos chamar a isto um crossover.
sábado, 2 de junho de 2012
Jantar à luz das velas (na varanda), nº3
Há duas noites atrás esteve tanto calor que eu e a minha Inês pudemos passar o nosso jantar à luz das velas para a varanda.
A nossa varanda não é muito larga, mas não é preciso muito espaço para um bom jantar a dois. Especialmente quando a lua está quase cheia, a vista é fantástica e a companhia é a melhor que se pode ter.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Barco fora de água
É estranho ver um barco empoleirado em estacas fora de água.
Fico com vontade de tirar as estacas, uma a uma, só para ver se flutua no ar. É o mesmo princípio da velha técnica para voar: primeiro levantamos um pé. Depois, quando já encontrámos o equilíbrio, só temos de levantar o outro e... voilá! Estamos a voar!
Este está na Doca do Bom Sucesso, junto a Belém, e tanto quanto sei ainda tem as estacas todas. Mas pode ser que entre ontem e hoje já tenha levantado voo e partido para Marte.
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