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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Vantagem da bicicleta
Andar de bicicleta em Lisboa tem vantagens e desvantagens. Às vezes, as desvantagens são mesmo chatas: subidas intermináveis com inclinações de noventa e tal graus, estradas repletas de buracos de profundidades variáveis (alguns com acesso directo à Nova Zelândia), frio (no Inverno), chuva (idem), taxistas mal dispostos, carris de eléctrico treinados especificamente para nos pregar rasteiras e famílias inteiras (incluindo o cão, o gato, o periquito, o peixinho de aquário, o farnel e a máquina de lavar loiça) que não têm mais nada que fazer do que ir passear e fazer piqueniques no meio das ciclovias.
Mas, carambra! Por vezes a paisagem parece do outro mundo.
Só que não é.
É mesmo deste mundo e está mesmo aqui ao pé de casa.
Só esta vantagem é maior do que todas as desvantagens.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Entardecer em Lisboa (de bicicleta), nº7
Pouca gente sabe isto, mas existem alguns sítios em Lisboa em que é possível apanhar um ponte de raios de sol. Tem de ser a uma hora muito específica e o local varia conforme a época do ano, o que torna muito difícil encontrá-la.
O fenómeno dá-se no segundo exacto entre o momento em que ainda se vê uma linha de sol no horizonte e o momento em que já não a vemos. É nesse derradeiro instante do dia que podemos pisar o feixe de luz que se estende à nossa frente (se estivermos no local certo e na orientação certa) e deixar-nos levar na ponte de luz. Por ser um momento tão fugaz, a maioria das pessoas não se apercebe quando ela aparece e desaparece. Basta um piscar de olhos de distracção (a pensar em trabalho, dinheiro ou qualquer outro buraco negro da adultísse) e... puf!
...escapou-se.
Se, pelo contrário, concentrarmos toda a nossa atenção no evento então o efeito sonoro é mais parecido com "zooooooooom"! Primeiro partimos em voo a uma velocidade vertiginosa, tão estonteante que a paisagem se transforma num borrão de linhas coloridas. Mas à medida que a viagem estabiliza, começamos a abrandar e a perceber que afinal a ponte é feita de várias cores que seguem por caminhos diferentes.
A partir daí, só nos resta escolher um caminho e ver onde nos leva.
Recentemente, descobri que é mais fácil apanhar a ponte se for de bicicleta.
O fenómeno dá-se no segundo exacto entre o momento em que ainda se vê uma linha de sol no horizonte e o momento em que já não a vemos. É nesse derradeiro instante do dia que podemos pisar o feixe de luz que se estende à nossa frente (se estivermos no local certo e na orientação certa) e deixar-nos levar na ponte de luz. Por ser um momento tão fugaz, a maioria das pessoas não se apercebe quando ela aparece e desaparece. Basta um piscar de olhos de distracção (a pensar em trabalho, dinheiro ou qualquer outro buraco negro da adultísse) e... puf!
...escapou-se.
Se, pelo contrário, concentrarmos toda a nossa atenção no evento então o efeito sonoro é mais parecido com "zooooooooom"! Primeiro partimos em voo a uma velocidade vertiginosa, tão estonteante que a paisagem se transforma num borrão de linhas coloridas. Mas à medida que a viagem estabiliza, começamos a abrandar e a perceber que afinal a ponte é feita de várias cores que seguem por caminhos diferentes.
A partir daí, só nos resta escolher um caminho e ver onde nos leva.
Recentemente, descobri que é mais fácil apanhar a ponte se for de bicicleta.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
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