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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Carreira 23 para Sejalá Ondefôr
Há muitos tempos atrás, num daqueles tempos em que o Casimiro ainda passeava pelas ruas de Lisboa, a carreira 23 da Carris não ia do Desterro para Algés. Nessa altura, ainda não existiam autocarros, só eléctricos, e o 23 era um veículo especial.
Agora, se pararem à beira do rio num dia de nevoeiro, algures entre Alcântara e Belém, é possível que consigam vislumbrar a antiga paragem do 23 no mesmo local onde antes se apanhava o carro eléctrico para a Aerodoca de Almada. Já quase ninguém se lembra, mas a Aerodoca foi, na altura, o maior centro de transportes do país, com perto de uma centena de partidas de Dragão ou Navio Espacial diariamente.
Esse tempo já se foi.
Com ele, foi-se também o velho 23 e o percurso que fazia, mergulhando no rio rumo a Oeste, passando pelas paragens Subtejo 1 e 2, Travessa do Mergulho e Forte de São Lourenço do Bugio, antes de fazer meia volta para Este, levantar voo e aterrar na estação de Orvalho Flutuante. A partir daí, os passageiros tinham de percorrer algumas dezenas de metros em nuvens especialmente preparadas para poderem então chegar à Aerodoca e partirem para locais tão famosos como as cidades perdidas de Sejalá Ondefôr ou Jálátive Manamelembroondié.
Agora, se pararem à beira do rio num dia de nevoeiro, algures entre Alcântara e Belém, é possível que consigam vislumbrar a antiga paragem do 23 no mesmo local onde antes se apanhava o carro eléctrico para a Aerodoca de Almada. Já quase ninguém se lembra, mas a Aerodoca foi, na altura, o maior centro de transportes do país, com perto de uma centena de partidas de Dragão ou Navio Espacial diariamente.
Esse tempo já se foi.
Com ele, foi-se também o velho 23 e o percurso que fazia, mergulhando no rio rumo a Oeste, passando pelas paragens Subtejo 1 e 2, Travessa do Mergulho e Forte de São Lourenço do Bugio, antes de fazer meia volta para Este, levantar voo e aterrar na estação de Orvalho Flutuante. A partir daí, os passageiros tinham de percorrer algumas dezenas de metros em nuvens especialmente preparadas para poderem então chegar à Aerodoca e partirem para locais tão famosos como as cidades perdidas de Sejalá Ondefôr ou Jálátive Manamelembroondié.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Jardim Botânico de Lisboa, nº1
Os próximos dias da Esfera de Sonhos vão ser dedicados às fotos que tirei durante as férias, mas que não tive possibilidade de publicar.
domingo, 19 de agosto de 2012
Uma floresta na água (prefácio)
Só por si, esta foto que tirei numa tarde à beira da piscina não me sugeriu nada para escrever. Mas quando escolhi o título começaram logo a borbulhar na minha cabeça os ingredientes para mais uma pequena história.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Entardecer em Lisboa, nº9 ("Aceso ou apagado?")
Já andava há uns dias para conseguir tirar esta foto. Não sei se é perceptível, mas as luzes deste candeeiro estão apagadas. Parecem acesas porque o candeeiro está em contraluz.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Árvore Rorschach
Os leitores mais astutos são capazes de ter reparado que a Esfera de Sonhos tem rolado pouco nos últimos dias. Bom, ao escrever "rolado pouco" estou a ser demasiado generoso comigo próprio. Na verdade, não ponho nada no blogue há 10 dias.
Mas há duas boas razões para esse encerramento provisório: primeiro por espirros (generosamente cedidos pelo habitual ataque de rinite alérgica de início de verão) e depois... por uma boa dose de preguiça (levemente temperada com uma pitada de "insegurança" e de "crise criativa").
Mas agora que esses empecilhos já estão (parcialmente) ultrapassados, vamos a ver se não deixo a Esfera de Sonhos voltar a parar.
Por agora deixo-vos com um foto tirada no Cais do Sodré, junto à EMSA (European Maritime Safety Agency).
Gosto da sombra da árvore no chão. Parece um teste de Rorschach.
Mas há duas boas razões para esse encerramento provisório: primeiro por espirros (generosamente cedidos pelo habitual ataque de rinite alérgica de início de verão) e depois... por uma boa dose de preguiça (levemente temperada com uma pitada de "insegurança" e de "crise criativa").
Mas agora que esses empecilhos já estão (parcialmente) ultrapassados, vamos a ver se não deixo a Esfera de Sonhos voltar a parar.
Por agora deixo-vos com um foto tirada no Cais do Sodré, junto à EMSA (European Maritime Safety Agency).
Gosto da sombra da árvore no chão. Parece um teste de Rorschach.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Entardecer em Lisboa, nº8
Ufa. Isto hoje está muito acelerado.
Normalmente vou escrevendo estes texto nos farrapos de tempo que vão surgindo entre afazeres do dia, mas hoje não está fácil e em vez de farrapos só estou a conseguir apanhar farrapinhos.
Por isso, desta vez deixo-vos só com a foto do dia. Esta foi tirada no Cais do Gás (por trás do Cais do Sodré).
Normalmente vou escrevendo estes texto nos farrapos de tempo que vão surgindo entre afazeres do dia, mas hoje não está fácil e em vez de farrapos só estou a conseguir apanhar farrapinhos.
Por isso, desta vez deixo-vos só com a foto do dia. Esta foi tirada no Cais do Gás (por trás do Cais do Sodré).
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Entardecer em Lisboa (de bicicleta), nº7
Pouca gente sabe isto, mas existem alguns sítios em Lisboa em que é possível apanhar um ponte de raios de sol. Tem de ser a uma hora muito específica e o local varia conforme a época do ano, o que torna muito difícil encontrá-la.
O fenómeno dá-se no segundo exacto entre o momento em que ainda se vê uma linha de sol no horizonte e o momento em que já não a vemos. É nesse derradeiro instante do dia que podemos pisar o feixe de luz que se estende à nossa frente (se estivermos no local certo e na orientação certa) e deixar-nos levar na ponte de luz. Por ser um momento tão fugaz, a maioria das pessoas não se apercebe quando ela aparece e desaparece. Basta um piscar de olhos de distracção (a pensar em trabalho, dinheiro ou qualquer outro buraco negro da adultísse) e... puf!
...escapou-se.
Se, pelo contrário, concentrarmos toda a nossa atenção no evento então o efeito sonoro é mais parecido com "zooooooooom"! Primeiro partimos em voo a uma velocidade vertiginosa, tão estonteante que a paisagem se transforma num borrão de linhas coloridas. Mas à medida que a viagem estabiliza, começamos a abrandar e a perceber que afinal a ponte é feita de várias cores que seguem por caminhos diferentes.
A partir daí, só nos resta escolher um caminho e ver onde nos leva.
Recentemente, descobri que é mais fácil apanhar a ponte se for de bicicleta.
O fenómeno dá-se no segundo exacto entre o momento em que ainda se vê uma linha de sol no horizonte e o momento em que já não a vemos. É nesse derradeiro instante do dia que podemos pisar o feixe de luz que se estende à nossa frente (se estivermos no local certo e na orientação certa) e deixar-nos levar na ponte de luz. Por ser um momento tão fugaz, a maioria das pessoas não se apercebe quando ela aparece e desaparece. Basta um piscar de olhos de distracção (a pensar em trabalho, dinheiro ou qualquer outro buraco negro da adultísse) e... puf!
...escapou-se.
Se, pelo contrário, concentrarmos toda a nossa atenção no evento então o efeito sonoro é mais parecido com "zooooooooom"! Primeiro partimos em voo a uma velocidade vertiginosa, tão estonteante que a paisagem se transforma num borrão de linhas coloridas. Mas à medida que a viagem estabiliza, começamos a abrandar e a perceber que afinal a ponte é feita de várias cores que seguem por caminhos diferentes.
A partir daí, só nos resta escolher um caminho e ver onde nos leva.
Recentemente, descobri que é mais fácil apanhar a ponte se for de bicicleta.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Plano inclinado
Por vezes, quando vou a subir ou a descer uma rampa, ponho-me a pensar que seria interessante se pudéssemos ficar perpendiculares às superfícies que pisamos, em vez de ficarmos presos ao prumo invisível que nos liga ao centro da terra.
Poderíamos, por exemplo, andar nas paredes e no tecto. Poderíamos escalar a face de uma montanha enquanto comíamos um pastel de nata ou simplesmente andar por ela sem tirar as mãos dos bolsos.
Iríamos certamente descobrir novas perspectivas e novas maneiras de olhar o mundo.
Esta foto é sugestiva do que quero dizer. Foi tirada ontem à tarde na Doca de Santo Amaro, em Lisboa.
Poderíamos, por exemplo, andar nas paredes e no tecto. Poderíamos escalar a face de uma montanha enquanto comíamos um pastel de nata ou simplesmente andar por ela sem tirar as mãos dos bolsos.
Iríamos certamente descobrir novas perspectivas e novas maneiras de olhar o mundo.
Esta foto é sugestiva do que quero dizer. Foi tirada ontem à tarde na Doca de Santo Amaro, em Lisboa.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Fotos da minha janela, nº33 / Entardecer em Lisboa, nº6
Esta foto é muito semelhante à primeira "Foto da minha janela" que publiquei aqui no blogue.
Mas gosto mais desta por duas razões. Primeiro porque gosto mais desta luz e segundo por causa das janelas do lado direito que prolongam o horizonte no seu reflexo.
Fiquei na dúvida se a deveria publicar como parte da série "Fotos da minha janela" ou série "Entardecer em Lisboa". Como não me consegui decidir, acabai por usar os dois títulos e pronto. Podemos chamar a isto um crossover.
Mas gosto mais desta por duas razões. Primeiro porque gosto mais desta luz e segundo por causa das janelas do lado direito que prolongam o horizonte no seu reflexo.
Fiquei na dúvida se a deveria publicar como parte da série "Fotos da minha janela" ou série "Entardecer em Lisboa". Como não me consegui decidir, acabai por usar os dois títulos e pronto. Podemos chamar a isto um crossover.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Barco fora de água
É estranho ver um barco empoleirado em estacas fora de água.
Fico com vontade de tirar as estacas, uma a uma, só para ver se flutua no ar. É o mesmo princípio da velha técnica para voar: primeiro levantamos um pé. Depois, quando já encontrámos o equilíbrio, só temos de levantar o outro e... voilá! Estamos a voar!
Este está na Doca do Bom Sucesso, junto a Belém, e tanto quanto sei ainda tem as estacas todas. Mas pode ser que entre ontem e hoje já tenha levantado voo e partido para Marte.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Entardecer em Lisboa, nº5
Mais uma que tirei enquanto esperava pelo autocarro no final de um dia de trabalho.
O que se vê na imagem é o reflexo da calçada e das minhas pernas no vidro da paragem de autocarro, com algumas pessoas sentadas do outro lado.
O que se vê na imagem é o reflexo da calçada e das minhas pernas no vidro da paragem de autocarro, com algumas pessoas sentadas do outro lado.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Entardecer em Lisboa, nº3
No dia em que o calor voltou, tirei esta na estação do Cais do Sodré, pouco antes de o sol voltar a desaparecer atrás do horizonte.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
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